Reparar vídeo corrompido no navegador
Analise um MP4 ou MOV em busca de quadros danificados, veja onde exatamente o arquivo está corrompido e gere uma cópia reparada que toca. Tudo roda no seu aparelho, sem upload.
O que esta página verifica de fato
Escolha um vídeo e esta página percorre todo o fluxo de dados em busca de quadros corrompidos e mostra onde eles estão numa linha do tempo. O reparo gera um arquivo novo só com os quadros que podem ser decodificados, para que o resultado toque sem travar. Tudo roda no seu aparelho — nada é enviado.
Dentro de um MP4 ou MOV, cada quadro H.264 ou HEVC é armazenado como uma cadeia: um número que indica um comprimento, depois essa quantidade de bytes de dados de imagem, depois o próximo comprimento, e assim por diante, até acabarem os dados do quadro. A cadeia precisa terminar exatamente no fim. Se um comprimento for zero ou apontar para além de onde os dados terminam, os bytes daquele quadro não são o que o arquivo diz que são.
Depois de verificar o comprimento dos pacotes, a ferramenta decodifica cada grupo de quadros. Se a decodificação falhar, o grupo é excluído e a verificação recomeça no próximo quadro-chave; a linha do tempo marca o grupo afetado, porque talvez não seja possível saber qual quadro exato falhou.
Se você já passou um vídeo corrompido pelo ffmpeg e viu Invalid NAL unit size (0 > 1241) rolar na tela, é essa mesma condição sendo relatada. Os players costumam reagir travando, pulando trechos ou mostrando uma mancha de blocos — porque é tudo o que conseguem fazer com bytes que não estão lá.
A verificação exige um decodificador para o codec do vídeo. Um navegador que não consegue decodificar o vídeo não tem como verificar uma cópia reparada.
Dois tipos de dano, que aparecem de formas diferentes
Quadros com dados corrompidos. Algo gravou os bytes errados — uma cópia interrompida para um pendrive, um cartão de memória com defeito, uma sincronização que parou no meio. A duração e o índice do arquivo estão intactos e o vídeo abre normalmente, mas alguns quadros lá dentro estão inutilizáveis. Na linha do tempo, eles aparecem como marcas espalhadas onde quer que o dano tenha acontecido.
Vídeo que ficou incompleto. Um download ou uma transferência parou antes da hora. O cabeçalho ainda informa a duração original, então os players mostram a barra de progresso completa, mas os dados de imagem simplesmente acabam no meio. Esta página detecta isso comparando a duração que o arquivo informa com o último quadro que ela realmente consegue alcançar — na linha do tempo, isso aparece como um único bloco cinza no final.
Vale separar os dois casos porque eles pedem expectativas diferentes. Danos espalhados muitas vezes custam um segundo aqui e outro ali. Um arquivo interrompido em 40% está sem 60% do vídeo, e nenhuma ferramenta consegue inventar o que nunca foi gravado.
Por que o arquivo reparado fica mais curto
Os quadros de um vídeo não são independentes. Um quadro-chave é completo por si só, mas os quadros seguintes são armazenados como diferenças em relação a ele — então, se os dados de um quadro-chave estiverem corrompidos, todos os quadros que dependem dele também ficam inutilizáveis, mesmo que os bytes deles estejam perfeitos. É por isso que um arquivo com dez quadros corrompidos pode perder bem mais do que dez.
O reparo mantém só os quadros que realmente podem ser decodificados e fecha as lacunas, para que o resultado toque do começo ao fim em vez de congelar onde estava o dano. Em troca, o resultado fica mais curto que o original, na medida exata do que foi descartado. A página mostra esse número antes de você confirmar e de novo no resultado.
No modo padrão, os quadros mantidos são copiados sem recodificação. A verificação completa de decodificação leva tempo; o modo opcional “Manter também quadros com imagem incompleta” recodifica o vídeo mantido.
O som é mantido e continua sincronizado. Fechar as lacunas faz a imagem deixar de corresponder a uma trilha sonora com a duração original, então o áudio é cortado exatamente nos mesmos pontos — cada trecho de imagem mantido leva junto o seu próprio trecho de som, deslocado na mesma medida. Dentro de cada trecho, os dois ficam sincronizados; só nas emendas o áudio pode ficar defasado, e nunca mais que meio pacote de áudio, cerca de dez milissegundos. Isso é uma ordem de grandeza abaixo do que alguém consegue perceber como falta de sincronia labial.
O que esta ferramenta não consegue fazer
Um arquivo que nem abre está fora do alcance desta página. Todo MP4 traz um índice que descreve onde fica cada quadro. Se esse índice estiver danificado ou ausente — o que é comum quando uma gravação para sem ser finalizada —, não há mapa para percorrer, e esta página avisa isso em vez de ficar carregando sem fim. Recuperar arquivos assim exige a fonte original ou uma ferramenta que reconstrua o índice tentando adivinhar onde começa e termina cada quadro.
O áudio não é verificado quanto a danos. Os pacotes de áudio existentes são copiados e cortados para acompanhar o vídeo mantido. Áudio danificado ou que já estava faltando não pode ser restaurado por este processo.
Só H.264 e HEVC. Esses são os codecs que armazenam os quadros com prefixos de comprimento, que é o que a verificação lê. MJPEG, MPEG-4 Part 2 e outros organizam os quadros de outra forma — medidos com esta régua, todos pareceriam corrompidos, então a página prefere recusá-los.
Perguntas frequentes
Meu vídeo é enviado para algum lugar?
Não. O arquivo é lido pelo navegador no seu próprio aparelho, e a cópia reparada também é gravada ali. Nada é enviado para um servidor — você pode confirmar isso abrindo o painel de rede do navegador durante a análise ou desconectando-se da internet antes de iniciar o reparo.
O reparo vai piorar a qualidade?
O modo padrão copia os quadros mantidos sem recodificação. “Manter também quadros com imagem incompleta” recodifica o vídeo e pode alterar a qualidade; os quadros recuperados podem mostrar blocos.
O arquivo reparado continua com som?
Sim, e continua sincronizado. O áudio é cortado nos mesmos pontos que a imagem e deslocado na mesma medida, então os dois ficam sincronizados em cada trecho mantido. Só nas emendas entre os trechos eles podem ficar levemente defasados, no máximo meio pacote de áudio — cerca de dez milissegundos, muito abaixo do que dá para perceber. O que você não recupera é o som dos trechos descartados, porque a imagem que o acompanhava também se perdeu.
A análise diz que o arquivo está intacto, mas ele ainda não toca. Por quê?
Esta verificação cobre os dados de imagem de vídeos H.264 e HEVC. Um arquivo pode passar nela e ainda assim não tocar por outros motivos: um codec que o seu player não suporta, uma faixa de áudio danificada ou alguma peculiaridade do contêiner. Um resultado limpo aqui ajuda a delimitar o problema, mas não o encerra.
Quanto tempo leva a análise?
Depende da duração, da resolução e do codec do vídeo e da velocidade do aparelho, porque a verificação decodifica o vídeo, além de lê-lo. Vídeos grandes podem levar alguns minutos. Escolher outro arquivo interrompe a análise em andamento.
Dá para recuperar a parte de um vídeo que nunca foi baixada?
Não. Se uma transferência parou antes da hora, os dados de imagem que faltam nunca foram gravados no seu disco — não há nada no seu aparelho para recuperar. O que esta página pode fazer é dizer exatamente quanto está faltando e gerar uma cópia limpa e reproduzível da parte que chegou.
Meu arquivo nem abre. E agora?
Isso aponta para o índice do arquivo, e não para os quadros, e é o único caso em que esta página não pode ajudar. Tente obter o original de novo, se possível. Se não der, o próximo passo é uma ferramenta de recuperação específica, que reconstrói o índice procurando onde cada quadro começa e termina — o app para Mac também consegue recodificar contornando danos que um navegador não consegue.
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Equipe AskClean · Atualizado 2026-09-01